
Na contramão
Um vulto, um susto
Ele, beirando a coxia
Molambo humano
Quase raspando a tinta dos carros
Roleta russa a pé
Não morre nem nunca morrerá
(Não assim)
A morte é o seu infindável anseio
Barrado somente pelo receio
Dos seus ossos a se quebrar
Torço para que ele não tenha êxito
(ou será que é o contrário?)
À medida que avança no contra-fluxo
Desperta uma prudência repentina nos condutores
Que até segundos antes vidravam alheios o horizonte
Transeunte fantasma não haverá mais, um dia...
Ele está literalmente na contramão da vida.
Um vulto, um susto
Ele, beirando a coxia
Molambo humano
Quase raspando a tinta dos carros
Roleta russa a pé
Não morre nem nunca morrerá
(Não assim)
A morte é o seu infindável anseio
Barrado somente pelo receio
Dos seus ossos a se quebrar
Torço para que ele não tenha êxito
(ou será que é o contrário?)
À medida que avança no contra-fluxo
Desperta uma prudência repentina nos condutores
Que até segundos antes vidravam alheios o horizonte
Transeunte fantasma não haverá mais, um dia...
Ele está literalmente na contramão da vida.
por Cris Cunha