segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Poema do querer - por Cris Cunha

(Poema criado no dia 12 de novembro de 2008)
Sempre farei referência:
Aos filhos que ainda não tive,
Aos livros que um dia lerei,
Às canções que não terminei de compor,
Aos eu te amo's que nunca mais direi a um ex-futuro amor,

Já disse adeus:
Aos falsos amores que tive,
Aos verdadeiros que eu achava que nunca mais esqueceria,
Ao meu temperamento explosivo,
E ao meu amigo, ex-qualquer, querido.

Quero me aproximar:
Dos beija-flores e das borboletas do meu jardim,
Dos filósofos sábios que escreveram para mim,
Dos nerds charmosos com suas lógicas surpreendentes,
Dos surfistas bronzeados e quentes,
Dos ciclistas tarados e inteligentes.

Quero fugir:
Dos belos e fúteis,
Dos ignorantes inúteis,
Dos sábios impacientes,
Dos boçais sem talento,
Dos fingidos carentes.

Quero saber a origem:
Do caos no universo,
Do teorema da existência,
Da infinitude de deus,
Da finitude dos meus eu's
Eu só quero que me deixem ser quem sou eu.

2 comentários:

Unknown disse...

Cris, gostei bastante! Celebra a dinamicidade e caráter multifacetado da vida e de quem a vive. Celebra isso inclusive deixando lugar pra tristezas inevitáveis, parte da vida. A vida é livre; quem a vive também o pode ser!

Nani disse...

Ana Cristina, que lado lindo esse teu, poeta, não o conhecia e adorei. Faço minhas as palavras do Daniel Andrade.
Parabéns!