(Poema criado no dia 12 de novembro de 2008)
Sempre farei referência:
Aos filhos que ainda não tive,
Aos livros que um dia lerei,
Às canções que não terminei de compor,
Aos eu te amo's que nunca mais direi a um ex-futuro amor,
Já disse adeus:
Aos falsos amores que tive,
Aos verdadeiros que eu achava que nunca mais esqueceria,
Ao meu temperamento explosivo,
E ao meu amigo, ex-qualquer, querido.
Quero me aproximar:
Dos beija-flores e das borboletas do meu jardim,
Dos filósofos sábios que escreveram para mim,
Dos nerds charmosos com suas lógicas surpreendentes,
Dos surfistas bronzeados e quentes,
Dos ciclistas tarados e inteligentes.
Quero fugir:
Dos belos e fúteis,
Dos ignorantes inúteis,
Dos sábios impacientes,
Dos boçais sem talento,
Dos fingidos carentes.
Quero saber a origem:
Do caos no universo,
Do teorema da existência,
Da infinitude de deus,
Da finitude dos meus eu's
Eu só quero que me deixem ser quem sou eu.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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2 comentários:
Cris, gostei bastante! Celebra a dinamicidade e caráter multifacetado da vida e de quem a vive. Celebra isso inclusive deixando lugar pra tristezas inevitáveis, parte da vida. A vida é livre; quem a vive também o pode ser!
Ana Cristina, que lado lindo esse teu, poeta, não o conhecia e adorei. Faço minhas as palavras do Daniel Andrade.
Parabéns!
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